Uma Joaninha

Apresento-vos uma joaninha. 





Bom fim de semana.

{AnaVi}

Para quem ama fotografia.



Para quem ama a fotografia, não existe momento mais sublime que o clique da máquina fotográfica. Aquele som avisa que uma imagem foi fixada. Uma imagem para a eternidade.

Para quem fotografa, é-se ladrão por natureza. Mas não se roubam almas como os índios diziam. Rouba-se o mundo, o ser humano, as paisagens, os objetos de outros.

Para quem como eu, ama a fotografia, expomos as vidas alheias e algumas vezes a nossa. Mostramos a morte e o nascimento, guardamos o ciclo da vida em papéis.

Numa fracção de segundo congelamos sorrisos e amores, registam-se lágrimas e tristezas. O primeiro choro de um bebe ou o rosto de um velho marcado pelo tempo.

Nas fotografias a preto e branco guarda-se sentimentos, a força do momento. A cores o expectador perde-se na perfusão das tonalidades. Damos luz e cores únicas, impossíveis de se repetirem ou reproduzirem.

O nosso olhar, distancia-se do olhar comum. A realidade nunca nos é vulgar, existe sempre um enquadramento e uma perspectiva diferente. Jogamos com a luz e a sombra para compor e intensificar os acontecimentos. Oferecemos a nossa visão sobre a realidade.

Mostramos grandezas e profundidades com os planos escolhidos. Demoramos horas a preparar uma fotografia ou esperamos uma eternidade para capturar o momento certo. Outras vezes uma fotografia é um golpe de sorte. Só há tempo de deitar a mão à máquina e disparar.

Há quem diga que matamos através da câmara, uma morte simbólica, um desejo egoísta de guardar o momento. É um erro. Não matamos, celebramos o momento. Guardarmos algo que nos marca profundamente. A fotografia permite partilhar esse instante com o mundo, expondo a sua realidade.

As fotografias são visões, memorias parar a posteridade. Oferecemos recordações permanentes de instantes passados.

Deixamos as almas em paz mas roubamos os momentos.

Coletivo Poetas Ambulante - Flip 2013

Já falei sobre a Flip - 2013 aqui e aqui .
Nos dias que fiquei em Paraty, tive oportunidade de conhecer os "Poetas Ambulantes".
Fiquei apaixonada com essa iniciativa de propagar a poesia nos lugares mais costumeiros.





“Inspirando-se nos vendedores ambulantes que circulam dentro dos coletivos oferecendo suas mercadorias, os Poetas Ambulantes oferecem aos passageiros poesia falada e escrita, em troca apenas de atenção, emoção e interação.


A cada mês os Poetas traçam um itinerário diferente, percorrendo diversas linhas de ônibus, trens e metrô, declamando e entregando poemas de própria autoria ou de autores consagrados, escritos por frequentadores dos saraus da cidade. 




Normalmente essas ações ocorrem em dias úteis, preferencialmente nos horários de maior movimento. No momento em que os passageiros estão mais cansados e estressados, a intervenção dos Poetas torna a viagem mais agradável e divertida. O destino final é sempre algum local onde habitualmente ocorrem saraus, dando continuidade ao dia de convivência com a poesia.”



Tive a alegria de adquirir livros de alguns destes poetas ambulantes.

Falarei deles por aqui.

Conheça você também o "Coletivo Poetas Ambulantes".


As fotos utilizadas neste post foram retiradas da Fan Page Poetas Ambulantes.

{AnaVi}



Cup Cake para batizado do João Gabriel.

No post "Eu e os cup cakes" eu disse que é errando que se aprende.

Pois é.

Aprendi e me desafiei!
Fazer cup cakes deliciosos.

Fui madrinha do batizado do João Gabriel e fiquei responsável para fazer os cup cakes do almoço.

Fiz os bolinhos de chocolate.



Fiz também umas tags personalizadas para fixar em cima dos cup cakes

  • As tags têm tamanho 3cm X 5 cm (aproximadamente)
  • Imprimi num papel reciclado mais encorpado (tipo cartolina)
  • Deixei um espacinho para colar o palito de dente e depois dobrar o restante do papel para traz.



Abraço pra você!

Ana Virgínia

BC Fotos: Pra onde teus pés apontam?

O tema do BC do Blog Moça de Família desta terça é esse: pés!

Não lembro se antes do advento das câmeras digitais era tão comum fotografar cenas inusitadas, como por exemplo, seu pé.

Hoje, não gastamos mais dinheiro com revelação para poder ver as fotos, então podemos fotografar muitas coisas quantas vezes quisermos. 

Eu, amooo fotografar os pés.



Nesta foto apontam para o a terra. Estou em pé sobre um galho de árvore ao chão.



Pés combinando com as mãos =)




Em Caxambú, no teleférico. 





Durante a JMJ (Jornada Mundial da Juventude), andávamos assim. Muita chuva no Rio. Tínhamos que ficar o dia todo andado de um lado para o outro. Para não ficar com os pés molhados e gripar, a moda foi essa: sacolinha nos pés.  


Bjos.

{AnaVi}




"As rosas não falam"

"As rosas não falam, simplesmente exalam o perfume que roubaram de ti."
Cartola


Ah, Cartola!
Você ganharia meu coração se me recitasse esta frase!
(hahaha)



Cartola dizia que as rosas não falam.
Pequeno Príncipe conversava com sua rosa.



Lembro-me deles quando vejo uma rosa.

Um dia eu disse a mim mesma: Quero fotografar uma rosa desabrochando.

Tentei:





Como foi?
Cada dia eu queria chegar logo perto dela para fotografá-la.
Sorria pra ela quando eu começava a notar o seu desabrochar.

Muito bela!

{AnaVi}

Que horas você reza?

Achei interessante a postagem do Cristiano e quis falar sobre o assunto.
Cristiano fala um pouquinho sobre um os costumes de oração em sua família.

Fiquei pensando... Esse povo brasileiro que é tão conhecido por causa de sua religiosidade... Que horas esse povo reza? Quando fazem suas orações?

A igreja, templo, é o local onde se reúnem para orarem juntos.
Mas também oram sozinhos, em pequenos grupos ou em família.

Rezam o terço, meditam sobre a Palavra de Deus, fazem orações breves.

Quando?

Percebo que essas orações acontecem, na maioria das vezes, quando estão passando por alguma dificuldade. Infelizmente é assim.

Problemas de saúde na família, desemprego, final de campeonato de futebol... essas situações levam as pessoas a rezarem mais.

A diversidade de igrejas que encontramos hoje talvez seja reflexo da busca que o ser humano tem de querer rezar. Pensar no motivo que os motiva a buscar a oração já é um assunto mais complexo. Como eu disse anteriormente, eu observo que a falta das coisas leva mais o povo às igrejas do que a gratidão ou o prazer de estar na presença de Deus.

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Na minha família tenho tios, avós, primos, que são de várias religiões. Católicos, Protestantes, Espíritas...
A religião não é obstáculo para a construção do amor e também para rezar/orar pelo outro, querer o bem do outro.

Eu tento estabelecer um "diálogo com Deus" cotidianamente. Deus é uma pessoa. Um amigo que me escuta. E encontro na sua Palavra a orientação para minha vida.

Dentro da minha casa fomos acostumadas assim. Falar com Deus. Pedir o que precisamos e agradecer, sempre agradecer o que temos.

Meu pai foi um homem de oração. Lembro da imagem daquele homem que agradecia a Deus ao levantar, antes de cada refeição, antes de deitar...

Hoje o imitamos. De vez em quando vejo minha irmã com a mesma postura dele. Ou me pego fazendo a mesma coisa. Fica uma mistura de saudade e gratidão. Aprendemos coisas preciosas com José.

A mãe também é mulher de oração. Daquelas que acredita que a oração é capaz de nos manter de pé diante de qualquer problema.

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Domingo passado fui em uma igreja longe da minha casa, com uns amigos.
Boa celebração, participativa.
No final da celebração todos foram embora, exceto uma família (e eu né, que fiquei ali observando. Esperava o amigo que cantou na celebração). Uma família como a minha: pai, mãe e duas filhas.
A família continuou ali na igreja. De joelhos no genuflexório do banco, cabeças inclinadas, atitudes de oração.
Linda atitude de oração em família. Poderiam inspirar muitas outras famílias.
Acredito que muitos problemas inexistiriam se praticássemos mais a oração. Ah, isso se for a oração que converte nossas palavras em ações. orAÇÃO.

Que horas você reza?

{AnaVi}


BC Fotos: Você

Participando da Blogagem coletiva do Blog Moça de Família.

Tema: Você, auto retrato...



Exponho um poema já postado aqui outras vezes.
Ele diz um pouco daquilo que eu enxergo em mim

Dos Meus Quereres

Dos meus caminhos quero as pedras que lhe dão sentido,
Dos inimigos quero a distância, não a derrota que tanto aproximaria,
Do amor quero a mão à minha para juntos caminhar.

Das saudades quero as felizes,
Dos erros quero as soluções,
Da luz quero o lampejo.

Das cores quero a da cinza, fácil colorir e reviver,
Das dores quero as cicatrizes a me lembrar de seus porquês,
Das desistências quero as oportunidades outras.

Do caminho quero o meio, não o fim nem os cantos,
Das crianças quero os sorrisos, que tanto colorem a vida,
Pois a inocência quero a das flores, que não se perde ao amadurecer.





{AnaVi}





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