A língua portuguesa durante a Jornada Mundial da Juventude

Uma das coisas que mais me encantou durante da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, foi o contato com gente de todo canto do Brasil e do mundo.

Durante várias vezes brincávamos com as palavras, especialmente, com a língua portuguesa.

A região em que fiquei hospedada durante a semana, estavam também outros peregrinos que falam a língua portuguesa: De Angola, Cabo Verde, Portugal e nós, brasileiros.

Com os peregrinos de Portugal trocamos algumas informações sobre as palavras que significam uma coisa aqui e outra coisa lá. Teve muita gargalhada.

Aquela mais conhecida não podia faltar:
Fila - Brasil
Bicha - Portugal.

Como o que mais tinha na JMJ era fila (para o banheiro, para comprar comida, para pegar os kits...) os amigos portugueses tinham que tomar cuidado sempre.

Outras que falamos:

Crianças, garotos - Brasil
Putos - Portugal

Café da manhã - Brasil
Pequeno almoço - Portugal

Trem - Brasil
Comboio - Portugal

Muito engraçado também foi o contato com os peregrinos de outras partes do Brasil. 

Sou mineira, devo ter algum sotaque que às vezes nem reparo. É mais fácil reparar o sotaque dos outros.

O grupo com quem fui para a JMJ teve muito contato com um grupo de Belém do Pará. Ficamos juntos durante boa parte do evento.

Cada hora era uma curiosidade sobre as palavras que saíam da boca de alguém para nomear alguma coisa ou somente para se expressar.

Eles riam quando nós, os mineiros, dizíamos: "trem", "uai"...
E nós, quando eles diziam: "égua".

Nós, os mineiros, nunca havíamos escutado essa expressão. E foi engraçado ouvir sempre.
Para nós "égua" é a mulher do cavalo, ou a ex.namorada do seu atual namorado... enfim.

Veja o que achei sobre esta expressão: 

Algumas pessoas comparam a expressão "Égua" como se fosse uma "vírgula" do paraense. Ela serve pra quase todo o tipo de situação. Esta expressão é usada por todo bom paraense entre mil e uma palavras do vocabulário papa-chibé. Por isso, num diálogo com um paraense é comum ouvirmos a expressão bem mais de uma vez. Ao falar "Égua" o paraense quer expressar situações de espanto, admiração, felicidade ou até mesmo raiva. Pois é, são muitos os sentimentos que a expressão revela dependendo de cada situação onde é empregada.

Então, esqueça aquela história de que "Égua" é a mulher do cavalo, ok? No Pará, a expressão significa muito mais do que este substantivo. Como vocês já perceberam, "Égua" pode exprimir muitas coisas boas! Para você turista a equipe do Ver-o-Peso da Arte fez questão de enumerar alguns exemplos e lhe ajudar a entender a questão desta expressão típica do povo paraense:

- Égua, que mulher bonita! (Admiração);

- Égua, saudades de você! (Surpresa);

- Égua, eu nem acredito que consegui! (Felicidade);

- Égua, que susto! (Espanto);

- Égua, eu não agüento mais! Vou pedir demissão. (Raiva);
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Égua, que bom ter você aqui no blog!

Bjos

Ana Virgínia

5 comentários:

Pattr!cia disse...

Aqui na minha cidade, 50 km de SP Capital, houve uma concentração bem grande de jovens que vieram de outros países para participar da JMJ.
Embora eu não seja católica, acredito em Deus, em Jesus em santos em anjos e respeito muito a igreja católica pois já fiz parte dela.
Me emocionei diversas vezes com o Papa Francisco, e espero de coração, que ele consiga unir os jovens. Não importa a religião, na minha opinião, se cada um vivesse o amor, assim como pregou Jesus, nosso mundo seria diferente.
Voltando aos jovens... certa tarde, dias antes de começar a JMJ, fui à missa de 7° dia de uma pessoa muito querida, pois não tenho problemas em escutar as palavras de Deus, seja ela em que lugar for, e quando saí tinha muitos jovens na praça da cidade.
Comentei com minha mãe que eu estava me sentindo no Vaticano. Sim, fui para a Itália e fiz questão de conhecer o Vaticano. Pois lá, em cada rodinha, cada um fala a sua língua.
Imagino na JMJ... que além das várias nacionalidades, também existia a diversidade do nosso idioma.

Bêjo

Wanderley Elian Lima disse...

Oi Ana
Esses intercâmbios são fantásticos, as experiências que adquirimos, não se adquire em banco de escola nenhum.
Bjux

Gracita disse...

Oi Ana
Esses encontros são soberbos! E a oportunidade de intercambiar outros dialetos regionais e seus significados inusitados é de uma riqueza ímpar.
Então você é mineira como eu. Fiquei feliz ao saber uai. ô trem bão sô!
Beijos e carinhos
Gracita

Etienne disse...

Hey, Ana Vi! Obrigada pela sua visita. Vim me atualizar por aqui... Parabéns (mesmo que atrasado) pelo seu aniversário! Adorei o novo layout do blog. Linda a ilustração! Gostei deste post aqui (tenho encontrado portugueses e descoberto palavras também!), do post sobre Minas... sobre o FLIP (que maravilha!), sobre a JMJ. Um ótimo final de semana pra você! Bjs.

Gracita disse...

Oi Ana
Vim te trazer meu carinhoso abraço e desejar-lhe um domingo repleto de bênçãos, harmonia e muito amor.
Que a nova semana seja abençoada
Beijos com meu carinho e afeto
Gracita

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