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Vencedores
Vence Dores


Paris...


Na peregrinação em Julho de 2016, rumo à Jornada Mundial da Juventude, na Polônia, nossa primeira parada foi na França, em Paris - A cidade Luz.

Visitamos rapidamente a Catedral de Notre Dame.

O ponto mais esperado dessa cidade era Torre Eiffel.

Imensa. Linda.

Visitamos esse espaço durante o dia e a guia que nos acompanhavam  e também outras pessoas que estavam por ali nos diziam que valia a pena retornar naquele local à noite para ver a torre iluminada.

Retornamos à noite.

Coisa mais linda! De hora em hora a torre começa a piscar e alterar a iluminação. 

Uma das melhores coisas que fiz foi deitar no chão e olhar pra cima, contemplar o céu, contemplar a torre, respirar, pensar na vida.. 

À noite, enquanto uns amigos subiram na torre eu fiquei lá em baixo, também deitada. Acho que até cochilei.








Foto dos pés nos pontos turísticos não pode faltar.















Passar perto da roda gigante e ficar pensando... vamos ou não vamos...
Claro que vamos! 
Não sabemos o dia que voltaremos a Paris novamente.

E lá fomos nós, uns com mais medo que os outros.

Ver Paris do alto! Que coisa magnífica! 

Ao olhar aquele horizonte vemos a torre ao longe e as avenidas principais da cidade.

Tudo isso ao entardecer, enquanto o sol se punha... considerando que o sol se punha por volta de 20:30, 21:00 ...

La Grande Roue em Place de la Concorde.























Nas ruas de Paris. 
























Visita externa ao Museu do Louvre. Onde se encontra a Mona Lisa e tantas outras obras de arte e coleções.





















Agora...
Outra coisa que encanta em Paris é o Rio Sena, são as pontes, é a arquitetura!
Assistir o pôr do Sol ali, em uma das pontes.

Os casais podem aproveitar para fazer passeios de barco banhados ao romantismo que paira no ar.








Tem mais coisas em Paris... 
Postarei em breve.


Abraço.
AnaVi 





Cartas Hoje - 1 ano




Já faz um ano do projeto "Cartas Hoje".

Quanta gente legal eu conheci!

Quantas correspondências mexeram comigo, me fizeram chorar, me fizeram repensar minhas ideias, talvez me ajudaram a ser uma pessoa melhor.

Quantas vezes eu sorri de alegria ao encontrar as cartinhas na caixa postal.

Quantas vezes incluí em meu planejamento cotidiano aquele tempo para responder cada cartinha, pensando na pessoa que a receberia... e como isso me fez bem!

Quanto afeto eu tenho pelos correspondentes que talvez eu nem saiba como são aparentemente, mas sou encantada por eles.

Gratidão!

Ana Vi

Saudade delicada

Saudade delicada.
Chamo-a de delicada porque necessita estar guardada numa caixa.
Essa caixa tem que estar forrada com algo macio - algodão, plumas, uma toalhinha de crochê ou folhas de papel de seda. E sobre esse pequeno solo macio acomodamos nossa saudade delicada.



Um parágrafo de uma carta recebida.
Quando o tema da troca de cartas foi saudade, recebi esse presente. Um escrito sobre saudade que resinifica a dor.

Os direitos desse imenso escrito são todos da Ana Paula.

Perseverança



Eu guardei essa imagem para usá-la no dia que eu passasse no exame de rua da auto escola.

Eis-me aqui hoje, 25 de outubro de 2016.

Nada fácil conseguir tirar uma carteira de habilitação em Juiz de Fora.

Mas... inspiro-me em mulheres perseverantes e guerreiras, como a Cris Guerra.

Paz! 

Pra ficar bonita tem que sofrer!

E você concorda com a frase que dá título para esta postagem?

Meu Deus...

Quantas vezes escutei essa frase nos "salões de beleza". E sempre saía aquele sorriso amarelo de quem concordava com a frase imposta por alguém e aceita por tantas de nós.

Claro que, se eu quiser que meu cabelo seja liso (o que ele não é de natureza) eu vou sofre dores e meu cabelo também sofrerá.

E lembro bem das vezes que eu ficava sentada na cadeira giratória dos salões de beleza. 
O vapor quente do secador de cabelos, a escova redonda de vários tamanhos que, algumas vezes se enrolava toda no meu cabelo. 
A força que a profissional fazia puxando os fios e eu me segurando na cadeira, firmando a cabeça.
E quando era para secar e puxar essa parte bem perto da orelha? E o medo que dava de queimar? E as vezes que já queimou?
Alguns salões tem um tampão para orelhas que não adianta nada. Se você segurar o tampão com a sua mão, você protege a orelha e queima os dedos.
Depois de tudo isso, a piastra. Pois o secador e as escovas redondas não alisam os cabelos crespos com tanta facilidade. 
E o medo que eu tinha daquela prancha esbarrar no meu couro cabeludo?
E as vezes que já esbarrou?

"-Pronto! Está linda agora."

Sempre dizem essas profissionais.

Uma menina com o cabelo anelado, crespo, sai do salão balançando os "seus" lisos cabelos. 
Corre de cada gota de água.
Tenta não suar para que a escova dure mais tempo.
Coloca sacola plástica na cabeça na hora de tomar banho.

Quando não é o processo de alisar temporariamente os fios é o processo de alisar definitivamente, ou relaxar, ou usar o super relaxante. Doloroso também. Algumas mulheres crespas têm seu couro cabeludo queimado, machucado, ferido, por causa de uma química que promete deixar os fios mais macios e controlados.


Me responda por favor: Quem disse que o cabelo é duro? Quem precisa ser controlado? 


E assim foi minha vida em busca da beleza que é anunciada.
Aquela beleza que você precisa de sofrer para adquiri-la. 

Ainda bem que o tempo passa. E com ele observamos nossa evolução, nossa transformação, nossa transição. 
Vê lá se uma mulher, com qualquer tipo de cabelo, precisa depender de uma ideia assim para pensar que possui beleza.


Terminei a transição capilar. Fiz o Big Chop.
Mas estou em transição com minhas ideias, com minha presença nos ambientes em que atuo. Em transição com o pensamento que as pessoas têm de mim. 

É bom ser "essa metamorfose ambulante".

É bom desejar ser livre e ser, pelo menos no que diz respeito ao cuidado com os cabelos e comigo mesma. 

É bom, é gostoso demais conhecer seu cabelo, vê-lo nascer, senti-lo crescer naturalmente.

É bom lavar, passar um creme e esperar secar.

É bom inventar penteados com grampos e panos.

É bom não depender da mídia e das fotos das capas de revista para sentir-se bela.

Gostaria de citar a fonte desta bela foto. Mas não tenho.


Que fique registrado o meu respeito a todos que escolhem esticar, relaxar, alisar, enrolar.
Todos nós podemos fazer escolhas. É preciso que entendamos isso. Todos nós podemos escolher o que quisermos. Inclusive ser natural.


Paz pra nós!


AnaVi. 



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